terça-feira, abril 11, 2006

Los olvidados #12: Julien Duvivier (1896-1967)

Este francês é um dos realizadores mais esquecidos de tudo quanto é cinemateca, televisão ou cine-clube. Não sei porquê mas é isso que acontece. O certo é que é uma figura «incontornável», que apreendeu tudo quanto pôde de Feuillade e L'Herbier, génios do cinema mudo (e não só) francês. Dele escreveu Renoir nas suas memórias:: "Si j'étais un architecte et devais construire un monument du cinéma, je placerais une statue de Duvivier au-dessus de l'entrée. Ce grand technicien, ce rigoriste était un poète" ... e vamos acreditar, por uma vez, em Renoir... Para mim, que vi muito poucos dos seus mais de 60 filmes (de memória, só mesmo «Pépé le Moko» (1937) e os Don Camilo), tenho a dizer que o acho, acima de tudo, um criador de atmosferas. E atmosferas envolvendo o profano e o sagrado, os mitos e as lendas, o fantástico e o exótico. Em tom de crítica, sobretudo, uma vezes mais subliminar do que outras, mas sempre crítica. Morreu num estúpido (e não são todos?) acidente de automóvel. No fundo, no fundo, sempre esteve com o cinema mudo.

Etiquetas:

2 Comentários:

Blogger Hugo disse...

Curiosamente, dos filmes do "Don Camilo" só me lembrava do Fernandel (não confundir com a adaptação peripatética protagonizada por Terence Hill!Não tem mesmo NADA a ver).

Obrigado pela lembrança/lição :)

Saudações cinéfilas!

9:24 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Sim, mas o Duvivier é o realizador de alguns deles, com o Fernandel e o Pepone.
Abr.

7:39 da manhã  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar feedback [Atom]

<< Página inicial