Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Um dos melhores de Dovzhenko

Que é como quem diz, um dos melhores mudos de sempre. «Zvenigora» na Cinemateca, este Sábado, ao final da tarde

Zvenyhora has remained my most interesting picture. I made it in one breath - a hundred days. Unusually complicated in structure, eclectic in form, the film gave me, a self-taught production worker, the fortuitous opportunity of trying myself out in every genre. It was a catalogue of all my creative abilities. (Dovzhenko, Autobiography, 1939)[Fonte]

Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Na ressaca dos Depeche Mode

David Gahan é de facto uma força da natureza, a fazer lembrar Mercury e Bono, claro, mas nunca perdendo a sua própria identidade. O telão que pendia do 1º balcão do Pavilhão Atlântico fazia jus ao vocalista. Grande espectáculo no âmbito desta digressão de 2009, Tour of the Universe, a que só mesmo faltou «Little Fifteen» para ter regressado a casa de papo cheio, pés a arder e afónico. Valeu a pena esperar.
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Enquanto isso
No Canal ARTE (talvez o único canal de serviço público em todo o mundo), decorria um ciclo dedicado a Hitchcock. Anteontem passou «Sabotage» e ontem foi a vez do labiríntico «39 Degraus». Filmes a régua e esquadro, por sinal.
A Dinky está de parabéns


E Eurico de Barros também, pelo excelente artigo sobre a efeméride.
Só falta falar na gigante e fabulosa Schuco. Suspeito é que o PM tenha efabulado a história dos carrinhos da Dinky, uma vez que na sua tenra idade os Dinky já eram... Corgi, sim; Politoys, sim; Solido, sim, mas Dinky, não, definitivamente.
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Imperativos
No tempo e no modo cada vez gosto mais do imperativo no tempo presente, se a gramática o permitisse, claro, que não permite. Até agora, a verdade é que sempre preferira o pretérito, apesar de imperfeito e longe do mais-que-perfeito, por conseguinte. O futuro a Deus pertence e ao condicional nunca passei cartão, e do conjuntivo não vale a pena falar porque ninguém o sabe dizer. O gerúndio só podia dar em acordo ortográfico. Só resta mesmo o IMPERATIVO.
Faz 20 anos no saudoso Pei Pin
Na Duque de Loulé comeu-se a melhor comida chinesa de Lisboa. Ementa perfeita: crepe, arroz Chow-Chow, galinha com amêndoas (sem verduras, como é da praxe), porco doce (o verdadeiro, sem aquele patético molho agridoce, mais a cenourinha e o ananás aos quadradinhos) e ananás frito. Tudo regado a Mateus Rosé, claro.
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Filmes em revista sumária # 178

Regresso frouxo de Bruce Willis e (des)confirmação de Jonathan Mostow enquanto realizador de acção. A isto se resume «Os Substitutos», réplica musculada e sanguinolenta de filmes eternos como «Blade Runner», por exemplo. A ideia original – os seres humanos que optam pela preguiça total e pelo roupão (nem para sair à rua se mexem, pelo que os humanos viram robots e os robots quase humanos), deixando-se viciar na sua própria auto-destruição, sugados até ao tutano pela máquina de replicação - até é engraçada e poderia dar pano para mangas. Infelizmente isso não acontece, pese embora alguns efeitos especiais bem conseguidos e uma fotografia de encher o olho.
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Não é "Coisa-Pouca"
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Filmes em revista sumária # 177

Pouco mais que mediano este último filme de Joe Wright, aqui e ali pomposamente repleto de clichés (roçando por vezes a cabotinice declarada: o politicamente correcto no que toca aos sem-abrigo, as cores desbotadas quando o solista vive a emoção da música, etc.) e com um desperdício de “mão-de-obra” (não tanto Foxx mas sobretudo Downey Jr.) que só se entende porque afinal a história de «O Solista», apesar de baseada em factos verídicos, não é assim tão interessante quanto isso, e o realizador nunca consegue sair da bitola telenovelesca da coisa. É pena.
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Filmes em revista sumária # 176

Em «The Informant», último filme de Soderbergh, não se trata daquele Informador “clássico”, vendido, verme de tão fraco, que Ford rodou e a que um inesquecível McLaglen deu corpo. Não, aqui, do que se trata é de alguém que ora sabe muito em o que faz (que é como quem diz, é um descarado dos tempos modernos) ora não sabe rigorosamente o que faz (chega a ser deprimente a sua veia parola-ingénua), à custa de um diagnóstico bipolar. Talvez a verdade resida no meio-termo.
O que é certo é que a história é verídica (baseada em “queixinhas” verdadeiras) e como filme é uma daquelas pérolas cinematográficas em registo indie, em que Soderbergh é perito (quando quer), está rodada em ritmo telegénico mas picuinhas (talvez aqui resida parte do seu previsível insucesso de bilheteira) e conta com uma interpretação de Matt Damon assombrosa: o homem está perfeito.
Terça-feira, Outubro 27, 2009
Filmes em revista sumária # 175
Surpreendente filme de ficção científica, este «District 9», onde tudo é inesperado e bom, a começar pelo argumento, essa peça essencial para que um filme o seja de corpo inteiro. Nesse campo a coisa não poderia ser melhor: quem sofreu na pele o racismo terreno vira racista terráqueo, que é como quem diz, os “guetizados” viram “guetizadores”. A acção passa-se na África do Sul, e o que parece ser um “documentário” em reality show, paulatinamente se vai transformando num imenso e soberbo “soco no estômago”, violento e doloroso; num registo que começa por ser cómico, anedótico, mesmo, para ir progressivamente assumindo foros de verdadeiro drama psicológico.
Ainda por cima bem feito (o realizador Neill Blomkamp já deve ter futuro garantido), bem interpretado e com excelentes efeitos especiais. Só é pena algumas pontas soltas como, por exemplo, o porquê do não funcionamento da nave depender daquela “peça solta” e como é que se entendiam sem intérprete (nem sequer uma maquineta como em «Dune»?). Fica-se a aguardar uma sequela, mas teme-se pela “má” influência de qualquer major.
Apesar das diferenças evidentes
Há muitas semelhanças ainda mais evidentes entre o soberbo filme de Lumet e a americanice sentimental com Redford em sfumato.
And the Oscar goes to:
Na prateleira daquela farmácia, alinhavam-se, sem qualquer ordem, Benylin, Bisolvon, Benetussim e Broncodiazina. A escolha, contudo recairia no Mucospas, com licença do mui amado Fluidin, retirado que foi do mercado por força de lóbi oponente.
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
De repente, a constipação.
Constipal: não foi a tempo. Aspirina: não resolve. Jabasulide por 5 dias, mínimo. Clamoxyl: começou há pouco, para reforçar e combater o termómetro. «Andando»? Lá para o final da semana.













