segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Obituário: Maximiliam Schell (1930-2014)


Schell, que foi tão grande actor (também foi argumentista, realizador e produtor) quanto melómano praticante (compositor, maestro…), tinha um daqueles rostos, à semelhança de Cassavetes, por ex., que não se esquecem nem ignoram, antes irradiam carisma. Curiosamente, Schell, haveria de ficar marcado por papéis dicotómicos passados no decorrer e no pós-2ª Guerra Mundial, fosse como oficial da Wehrmacht ou espião duplo (e que grande papel em «Deadly Affair»!), fosse como caçador de nazis ou advogado do diabo (valer-lhe-ia o Óscar em «Julgamento de Nuremberga», 1961). No fim, cá para mim, descontados os inúmeros desempenhos enquanto actor secundário de filmes mais ou menos dispensáveis, e outras tantas séries televisivas menores (salvo, talvez, «Pedro O Grande», em 1986), talvez o seu papel maior tenha sido o de Arthur Goldman, a terrível personagem escrita por Robert Shaw para «The Man in the Glass Booth», por ele protagonizada em 1975, sob a direcção de Arthur Hiller. Maximilian juntou-se agora à irmã Maria, desaparecida em 2005...

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